Qualidade de vida no trabalho: a percepção dos magistrados do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins

Michelle Araújo Luz Cilli, Waldecy Rodrigues, Alex Pizzio

Resumo


Nas últimas décadas, houve um forte movimento para desenvolver tecnologias, qualificação de servidores públicos e sistemas de avaliação de desempenho, com o propósito de melhorar a eficiência do judiciário. Em contrapartida, pesquisas na área da Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) alertam que muitas dessas mudanças em prol de celeridade e eficiência podem estar relacionadas com o adoecimento físico e mental dos profissionais. Em contribuição com os estudos relacionados à temática de QVT, este artigo traz um enfoque na carreira da magistratura. Pela técnica de Grupo Focal, foram identificadas algumas fontes de mal-estar na carreira dos juízes estaduais relacionadas ao uso isolado de métricas quantitativas para medir o trabalho do magistrado sem considerar adequadamente a especificidade qualitativa exigida nos instrumentos decisórios relacionados à prestação jurisdicional.

Palavras-chave


Qualidade de Vida no Trabalho; Magistratura; Grupo Focal.

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DOI: https://doi.org/10.5102/rbpp.v12i2.7689

ISSN 2179-8338 (impresso) - ISSN 2236-1677 (on-line)

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