Perfil epidemiológico da sífilis gestacional e sua taxa de transmissão vertical ao longo de 10 anos em Santa Maria – DF

Naiana Magalhães Coelho, Augusto Henrique Honório de Mendonça, Flávia Alves Neves Mascarenhas

Resumo


Por ano, a sífilis afeta mais de 1 milhão de gestantes no mundo e causa mais de 300 mil mortes fetais e neonatais, segundo estima a Organização Mundial da Saúde. A relevância desse tema para a saúde pública é alta por se tratar de doença com crescentes taxas de detecção, com método de rastreio comprovadamente eficaz, além de tratamento seguro e barato. O objetivo do estudo foi reconhecer o perfil epidemiológico das gestantes diagnosticadas com sífilis num seguimento de uma coorte histórica na Região de Santa Maria-DF ao longo dos últimos 06 anos. Trata-se de pesquisa aplicada, observacional, descritiva, exploratória, documental e transversal, na qual serão utilizados dados obtidos por meio de Fichas de Investigação de Sífilis em Gestantes no período entre 1 de janeiro de 2013 e 31 de dezembro de 2018. O número total de notificações foi de 223 casos. A média geral de idade foi 25,5 anos. Quanto a raça, o maior percentual da população, 34%, foi classificada como “Parda”. Brancas e Pretas seguem com 13% e 10%, respectivamente, enquanto Amarelas correspondem a apenas 1%. Não foi notificado nenhum caso em paciente Indígena. Da população em estudo, 33,18% possui o Ensino Fundamental Completo, 14,35% concluiu o Ensino Médio e apenas 0,45% tem Ensino Superior Completo. A absoluta maioria reside em área urbana, 87,89%, sendo que menos de 3% da população reside em área periurbana ou rural. Quanto à ocupação, cerca de um terço das mulheres não exerce atividade remunerada. Menos de 8% ocupa atividades remuneradas em áreas diversas e cerca de 4% das mulheres foram apontadas como “Desempregado crônico”. O campo “Local de realização do pré-natal” deixou de ser preenchido em cerca de 71% das fichas. Verifica-se que data do diagnóstico preponderantemente ocorre no final da gestação (3º trimestre), abrangendo 68% dos casos. Quase 5% da população em estudo não realizou teste não treponêmico durante o pré-natal. Em relação ao tratamento, 39,01% da população recebeu a prescrição de 2.400.000UI de Penicilina G Benzatina. E ainda, 11% da população diagnosticada e notificada não realizou tratamento para sífilis. Os resultados sugerem uma associação entre a patologia e uma população de menor nível socioeconômico e alertam para a necessidade de melhoria na qualidade da assistência e para o adequado rastreamento e tratamento da sífilis gestacional baseado em protocolos e diretrizes validadas

Palavras-chave


Sífilis. Congênita. Epidemiologia.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5102/pic.n1.2018.6395

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