Perfil epidemiológico da febre maculosa no Brasil e detecção molecular de riquétsias com levantamento acarológico em equinos no Distrito Federal, Brasil

João Vítor Lima Barbosa, Pedro Arthur Wanderley Pereira Marinho Diniz, Bruno Silva Milagres

Resumo


A Febre Maculosa Brasileira é uma doença causada por bactérias do gênero Rickettsia, transmitidas através de carrapatos contaminados ao hospedeiro. As riquétsias mais associadas são a Rickettsia rickettssii e a Rickettsia sp. Cepa Mata Atlântica, a primeira relacionada a casos graves da doença, mais comumente encontrado nas regiões Sul e Sudeste, e a segunda, presente no Sul, Sudeste e Nordeste, causa uma forma mais branda da doença. Os principais carrapatos vetores da Febre Maculosa Brasileira são Amblyomma cajennense, Amblyomma aureolatum, Amblyomma dubitatume Amblyomma ovale, mas qualquer espécie pode ser um reservatório de Rickettsia rickettssi. Equinos são considerados hospedeiros finais importantes para os vetores, podendo abrigar grandes colônias de carrapatos e ninfas e apresentando sintomatologia muito branda quando infectado com Riquétsias. A proximidade dos equinos com os humanos devido a seu uso como meio de transporte, ferramenta de trabalho, esporte ou até lazer aumenta o potencial zoonótico de tal doença. Também levando em conta o fato de que os locais onde tais animais trafegam, não há só a presença deles, mas também de cachorros, roedores e outros animais selvagens que podem ser possíveis reservatórios para carrapatos. O objetivo da pesquisa foi descrever a epidemiologia da Febre Maculosa no Brasil, entre os anos 2016 e 2017, e realizar um levantamento acaro lógico com o uso de PCR para identificar a presença de Riquetsioses em equinos do DF e entorno. Foi realizado um estudo descritivo, retrospectivo, do cenário dos casos de Febre Maculosa registrados no Brasil, os quais foram notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação e publicados em boletins do Ministério da Saúde e artigos da área médica. Com relação aos aspectos éticos, por se tratar de um estudo baseado em dados secundários e havendo a doação do material biológico, a aprovação no Comitê de Ética animal não foi necessário. Foram coletados oito potes com carrapatos em duas localidades diferentes do DF e feito o PCR em cada uma dessas amostras. Das oito amostras coletadas, duas delas estavam infectadas com Riquetsioses, um de cada local de coleta. Nos anos de 2016 a 2017 ocorreram 339 casos de Febre Maculosa no Brasil, onde 73,15% dos casos foram relatados na região Sudeste, 20,94% na região Sul, 2,94% na região Centro-Oeste, 2,06% na região Nordeste e 0,88% na região Norte. Acometendo principalmente homens da faixa etária de 20 a 59 anos, por estarem mais expostos a ambientes silvestres e rurais relacionados a mão de obra, tendo o pico entre junho e novembro, meses onde a temperatura se eleva, propiciando um aumento na atividade dos carrapatos relacionada ao seu ciclo. A melhor forma de prevenção está relacionada a evitar o contato com o vetor, mostrando-se necessário o uso de calças, camisas de manga comprida e botas em momentos de possível contato com os vetores, aliados ao uso de produtos repelentes de carrapatos em humanos, caninos e equinos

Palavras-chave


Febre Maculosa. Eqüinos. Ricketssia.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5102/pic.n1.2018.6394

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