Lesões extensas de manguito rotador: resultado clínico após tratamento cirúrgico

Vitor Bittar Prado, Rafael Francisco Alves Silva, Márcio de Paula e Oliveira

Resumo


Introdução: as lesões de manguito rotador correspondem a 65% das queixas álgicas em relação ao ombro, sendo a causa mais comum de incapacidade relacionada ao ombro. A lesão extensa do manguito é ser definida como uma ruptura tendínea completa igual ou superior a 5 cm do seu diâmetro e ou como aquela que seja completa e comprometa dois ou mais tendões que compõem o manguito rotador. Essas lesões não apresentam manejo definido. A técnica de cirurgia artroscópica vem apresentando um grande avanço, demonstrando ser uma opção terapêutica promissora. Esse trabalho tem como objetivo avaliar o resultado clínico após o reparo artroscópico das lesões extensas do manguito rotador. Metodologia: este é um estudo descritivo, transversal e retrospectivo com análises multivariadas. Foram avaliados os pacientes submetidos ao reparo artroscópico de lesão extensa do manguito rotador, no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2017, avaliando a funcionalidade, amplitude e força no pós-cirúrgico. Resultado: foram avaliados 30 pacientes, sendo 18 mulheres e 12 homens. Dois pacientes tiveram os dois ombros operados, totalizando 32 cirurgias por via artroscópica para reconstrução de lesões maciças do manguito rotador. A idade média foi de 63 anos. As lesões foram em sua maioria causadas por mecanismos degenerativos (n=20), os outros 12 casos por trauma. 75% das cirurgias foram no ombro direito. Ombro operado teve amplitude média de elevação de 159°, de rotação interna de 53° e de rotação externa de 58°. O ombro contralateral teve elevação média de 159°, rotação interna de 58° e rotação externa de 68°. O ombro operado teve força média de elevação de 3,79kgf, rotação interna de 5,96kgf e rotação externa de 4,86kgf. Enquanto o ombro contralateral teve força média de elevação de 4,58 kgf, rotação interna de 5,96 kgf e rotação externa de 5,2 kgf. O escore médio de UCLA foi de 33,06 e de CONSTANT 80,06, apresentando variação de X e Y respectivamente. Discussão: o escore médio de UCLA foi de 33,06, de Constant foi de 80,06. Os resultados são considerados satisfatórios na avaliação pós-cirúrgica. Os escores de UCLA foram excelentes/bons em 100% dos casos, enquanto o escore de Constant foi excelente/bom/ satisfatório em 81,2% dos casos. Conclusão: O tratamento artroscópico das lesões extensas do manguito rotador demonstra ser uma técnica com alto índice de resultados positivos e com boa preservação da capacidade funcional

Palavras-chave


Ombro. Manguito Rotador. Cirurgia artroscópica.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5102/pic.n1.2018.6384

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