Uma análise construtivo-interpretativa das produções subjetivas de pessoas diagnosticadas com câncer

Danielly Ferreira Lopes, Manoel Vitor Noleto Santos, Edmur do Amaral Marques Junior, Valéria Deusdará Mori

Resumo


Esse trabalho discute os aspectos subjetivos configurados na experiência de viver o câncer. As doenças crônicas mobilizam muitas vezes processos individuais e sociais que se expressam em diferentes processos e tem desdobramentos tanto individuais como institucionais. A nova situação definida pelo diagnóstico pode mobilizar produções de sentidos subjetivos relacionados ao medo, desamparo e ao mesmo tempo abrir possibilidades para novos caminhos. Neste contexto, com base no referencial teórico da teoria da subjetividade, proposta por González Rey, essa pesquisa teve como objetivo geral estudar as configurações subjetivas de uma pessoa diagnosticada com câncer. Para tanto, foi utilizado o método construtivo-interpretativo, norteado pelos princípios da Epistemologia Qualitativa, que considera o desenvolvimento de conhecimento enquanto produção construtiva-interpretativa em seu âmbito singular e dialógico. O participante de pesquisa foi uma pessoa diagnosticada com câncer em processo de tratamento. Nessa perspectiva é importante compreender a experiência do humano de forma complexa e singular assim como sua organização processual. No presente trabalho, foi possível compreender que o diagnóstico de câncer não determina processos subjetivos pois, as implicações emergem na forma como é subjetivado o processo de adoecimento. Além disso, aspectos relacionados ao acolhimento dos profissionais de saúde, a forma como o participante se configurava no contexto familiar e os sentidos subjetivos gerados nesse processo foram fontes de recursos subjetivos importantes para o desenvolvimento subjetivo no curso do tratamento. A categoria configuração subjetiva pôde auxiliar no desenvolvimento de uma compreensão dos processos psicológicos da pessoa frente a situações muitas vezes difíceis para as pessoas. Portanto, a pesquisa abre um espaço para uma discussão complexa e multifatorial da qualidade dos processos humanos. Assim, valorizando a experiência singular daquele que vive o câncer


Palavras-chave


Saúde. Subjetividade. Câncer.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5102/pic.n1.2018.6367

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