CURATIVO ESPACIAL – ARQUITETURA E CONFECÇÃO DA SALA DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL DO ADOLESCENTRO 605 SUL

Amanda Silva Wilson Borges, Francisco Afonso de Castro Júnior

Resumo


 No Brasil, mais especificamente no Distrito Federal, há uma enorme lacuna com relação ao atendimento e assistência à saúde das crianças e adolescentes com transtornos mentais. O setor público ainda não apresentou um programa de investimentos significativos na área da saúde. Segundo o Tesouro Nacional, no ano de 2016 os investimentos do GDF reduziram em 70% entre 2014 e 2015. Houve uma queda no volume de recursos investidos na capital que passou de R$ 1,79 bilhão para R$ 539 milhões no período. Esta realidade pode ser amenizada e enfrentada por parte da sociedade civil, com o desenvolvimento de ações diretas na área da saúde no sentido de requalificar e criar espaços destinados a atividades específicas, no caso, uma sala sensorial que irá atender crianças de 10 a 18 anos de idade portadoras de diversos tipos de transtornos e distúrbios mentais. Com a descentralização e regionalização da saúde, o Adolescentro, além do atendimento que regularmente vem prestando a jovens com transtornos e distúrbios moderados dos mais variados tipos pertencentes a Superintendência da Região de Saúde Centro Sul do DF, deverá oferecer assistência aos adolescentes com Transtorno do Espectro Autista-TEA, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade-TDAH, Retardo Mental e Transtorno de aprendizagem sob a ótica da Integração Sensorial. Atualmente, o Centro de Saúde não possui estrutura adequada para essa nova demanda. Neste sentido, objetivou-se, por meio de projeto arquitetônico e obra, de forma prática e consistente, a requalificação de um espaço físico específico no centro de saúde com o intuito de qualificar os serviços prestados à população carente do Distrito Federal, bem como engajar e conscientizar os discentes do seu papel como agente de transformação social. Foram adotados os procedimentos metodológicos de planejamento, pesquisa e levantamento quantitativo e qualitativo do espaço físico; concepção, programação e projetação; viabilização de parcerias, recursos, mão de obra e confecção da Sala de Integração Sensorial. A partir da consciência adquirida e do trabalho de transformação individual num primeiro momento, concluiu-se que foi possível mudanças de maior vulto em razão do valor coletivo. Desta forma, por meio de ações individuais e coletivas orientadas, os discentes tiveram a oportunidade de reforçar valores éticos, de cidadania e praticá-los por meio de um convívio entre pessoas de diferentes classes e condições sociais. Edificações são construídas para gerar abrigo, ou seja, espaços/lugares internos protegidos pela estrutura e pelas vedações para que neles possam ser desempenhadas funções. No caso da Sala de Integração Sensorial, o espaço interno está intrinsecamente vinculado ao sucesso da terapia e nos resultados esperados. Foram analisados e avaliados volume e forma, proporção, distribuição, articulação e conexão de espaços dentro de um contexto 
tridimensional. Consideraram-se os pesos e as relevâncias de cada uma dessas variáveis no arranjo e na organização do espaço, no sentido de melhor satisfazer as aplicações funcionais no lugar. Por conseguinte, os resultados obtidos foram extremamente satisfatórios. A sala encontra-se pronta para receber os equipamentos. Em breve serão iniciadas as terapias que irão se transformar em ganhos em saúde física e mental dos usuários


Palavras-chave


Projeto. Adolescentro. Reforma. Arquitetura

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DOI: http://dx.doi.org/10.5102/pic.n3.2017.5800

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