LEVANTAMENTO DA MASTOFAUNA TERRESTRE DE MÉDIO E GRANDE PORTE EM REMANESCENTES FLORESTAIS DE CERRADO DA MICROBACIA DO CÓRREGO URUBU, DISTRITO FEDERAL

Ana Carolina Mota de Faria, Carlos Alberto da Cruz Júnior, Fábio Hudson Souza Soares, Bernardo Ramos Simões Corrêa, Vitor Ramos Simões Corrêa

Resumo


A conservação dos fragmentos de vegetação nativa associados ao conhecimento da distribuição e da localização da mastofauna é indispensável para a sua preservação. O desenvolvimento de estudos com levantamentos de espécies utilizando armadilhas fotográficas como ferramenta de coleta de dados é fundamental para subsidiar propostas de manejo e conservação dos mamíferos de médio e grande porte, bem como para o controle dos ecossistemas. O presente estudo foi realizado como o objetivo de inventariar e avaliar a abundância e a diversidade de mamíferos terrestres presentes na Estação Experimental de Agroecologia – Chácara Delfim, localizado na Microbacia do Córrego Urubu do Distrito Federal. A microbacia do Córrego Urubu é uma área considerada de proteção ambiental, caracterizada como um fragmento de cerrado, que se situa em área de recarga da sub-bacia Norte do Lago Paranoá, que concentra importantes nascentes da Área de Proteção Ambiental – APA do Planalto Central, e que vê sua área diminuída com o avanço da urbanização promovida inadvertidamente pela especulação imobiliária. Trata-se um dos poucos fragmentos de cerrado existentes na região e ainda margeado por propriedades rurais. A área de estudo está localizada em um fragmento de mata de galeria e savana de aproximadamente 10 hectares, onde ocorre um vale que apresenta bordas de mudança brusca de declividade evidente. O entorno do fragmento apresenta características urbanas bem definidas, como condomínios residências de alto padrão (Setor habitacional Taquari etapa I) e um bairro de baixa renda (Varjão), apesar de estar localizado em área rural. O estudo ocorreu durante nove meses consecutivos, entre novembro de 2016 e agosto de 2017, com a utilização de duas armadilhas fotográficas e a busca de rastros, pegadas e vestígios de fezes. Durante o trabalho, foram observadas oito espécies de mamíferos terrestres, incluindo duas espécies exóticas que ocorrem na região. Apesar de o estudo ter sido conduzido em um fragmento de cerrado obtiveram-se registros de dois mamíferos de grande porte como o Mazama gouazoupira e Chrysocyon brachyurus. As armadilhas fotográficas apresentaram um esforço amostral de 458 armadilhas-dias e exposição de 10.992 horas de amostragem. As espécies que apresentaram maior número de registros foram aquelas que mais se adaptam a ambientes modificados


Palavras-chave


Armadilhas-fotográficas. Conservação. Câmeras-Trap. Lobo.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5102/pic.n2.2016.5604

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