AVALIAÇÃO DO ESTRESSE, DEPRESSÃO E ANSIEDADE EM ESTUDANTES DE MEDICINA DO PRIMEIRO AO SÉTIMO SEMESTRE DO UniCEUB

Marcelo Carlos de Oliveira Junqueira, Diego Oliveira de Figueredo, Régis Eric Maia Barros

Resumo


O ingresso na universidade é um período de grandes impactos na saúde mental e na vida social dos estudantes. Tais mudanças ocorrem devido às excessivas demandas acadêmicas, exemplificadas pelo vasto conteúdo proposto e pelo intenso treinamento prático. A partir disso, o aluno desenvolve uma elevada expectativa de conquistas, que pode resultar em estresse e, como consequência, desencadear um quadro de ansiedade e de depressão. A presente pesquisa possui caráter descritivo transversal e tem como objetivo averiguar a frequência e a intensidade com que se apresentam os transtornos de estresse, depressão e ansiedade nos alunos do primeiro ao sétimo semestre do curso de medicina do UniCEUB, com enfoque para os fatores de risco e para a identificação de grupos mais ou menos afetados. Para tanto, os acadêmicos foram convidados a preencher o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, o Questionário Básico Censo Demográfico 2010 e o questionário DASS-42, o qual se propõe a avaliar os níveis dos referidos transtornos. A partir da análise dos dados, foram apurados os seguintes resultados: 33,89% dos entrevistados apresentaram níveis de depressão moderada ou superior; 41,93%, níveis de ansiedade moderada ou superior; e 49,1%, níveis de estresse moderado ou superior. Entre os participantes de sexo feminino, em comparação aos de sexo masculino, foi constatada diferença sutil em relação à depressão e elevada discrepância quanto à ansiedade e ao estresse. O cotejo dos dados relativos às faixas etárias e ao semestre cursado possibilitou a identificação de maiores níveis de depressão, ansiedade e estresse nos discentes entre 21 e 25 anos, bem como nos que compunham os 3º, 4°, 5° e 7° semestres. Ademais, entrevistados com renda superior a 20 salários mínimos apresentaram menores níveis de depressão quando confrontados com os das demais faixas de renda. Foi ainda verificada leve discrepância na frequência de depressão, ansiedade e estresse nos moradores do Plano Piloto em relação aos das cidades satélites. Diante do exposto, constata-se que o curso de medicina pode desencadear um grande impacto na esfera psicossocial da vida do estudante, tendo em vista os altos níveis de estresse, depressão e ansiedade observados. Outrossim, foi evidenciado que fatores como renda, sexo, idade, semestre cursado, local de residência e tipo de moradia podem afetar a intensidade com que tais transtornos se manifestam nos estudantes. Sendo assim, deve-se atentar para a saúde mental dos discentes da graduação em medicina, a fim de proporcionar não só uma melhor experiência acadêmica como também qualidade de vida


Palavras-chave


Medicina.Estudantes.Ansiedade.Depressão.Estresse

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DOI: http://dx.doi.org/10.5102/pic.n2.2016.5584

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