ESTUDO DE ADEQUAÇÃO DOS ESPAÇOS ABERTOS INTERNOS DO UNICEUB

Isabelle Braz Amarilio da Cunha, Ana Paula Borba Gonçalves Barros

Resumo


Este trabalho de Pesquisa de Iniciação Científica é resultado da investigação e análise da utilização dos espaços abertos internos do Centro Universitário de Brasília, no qual foi realizado um estudo quali-quanti (que utiliza métodos de pesquisas qualitativas e quantitativas) baseado em três etapas: Grupo Focal 1, Grupo Focal 2 e aplicação de 300 questionários, respectivamente. Na primeira etapa (grupo focal 1), o moderador guiou um grupo de sete funcionários da instituição a construírem um dado dialogado de forma coletiva, com o objetivo de estudar e entender as visões dos entrevistados. Na segunda etapa (grupo focal 2), o mesmo procedimento metodológico foi realizado com nove estudantes da universidade, com o objetivo de comparar os pontos de vista do primeiro com o segundo grupo, cada reação foi observada e registrada para melhor análise. Por fim, a terceira etapa compreende a análise dos Grupos Focais e elaboração de perguntas destinadas à aplicação de trezentos questionários, a fim de abranger uma amostra maior para o estudo.
Ao longo das três etapas, verificou-se grande insatisfação por parte de alunos e funcionários relacionadas tanto aos espaços abertos, quanto aos fechados, indicando um problema maior do que o imaginado inicialmente. A discussão aponta que há falta de espaços de qualidade para descansar, estudar e comer, fazendo a maioria das pessoas utilizar soluções práticas para suprirem as necessidades enfrentadas diariamente, bem como frequentar lugares externos entre os intervalos das aulas, voltar para casa, descansar na casa de colegas que moram próximos à universidade, ou, até mesmo, passar o tempo dentro dos veículos. Assim, utilizam de meios improvisados na tentativa de garantir o bem-estar durante a jornada de trabalho e estudo.
Conclui-se, portanto, que há a necessidade de utilizar de melhor forma os espaços fornecidos pela universidade. Primeiramente, utilizando as “zonas mortas” (como estacionamentos e áreas vazias) para instalar mobiliários, arborização a fim de atender as necessidades dos estudantes e funcionários da instituição. Segundo, incentivando os estudantes a se deslocarem para o Centro Universitário de Brasília por meio de caronas solidárias ou de transportes limpos, como a bicicleta, disponibilizando bicicletários em todo o campus. Terceiro, criando políticas de incentivo à permanência na universidade por mais tempo com o intuito de diminuir o uso de transporte de veículos poluidores (veículos individuais motorizados) e incentivar a integração entre os alunos, os funcionários e a universidade


Palavras-chave


Universidade, estacionamentos, espaços de convivência, modernismo, Brasília

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DOI: http://dx.doi.org/10.5102/pic.n2.2016.5554

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