CIRURGIA PLÁSTICA E SUBJETIVIDADE FEMININA: UM ESTUDO INTERDISCIPLINAR

Fabiana Fabrini Montoro, José Bizerril

Resumo


A sociedade globalizada tem sido marcada pela supervalorização do corpo, e o Brasil já superou os Estados Unidos com o maior número de cirurgias plásticas estéticas do mundo, sendo que este procedimento é majoritariamente realizado pelo público feminino cada vez mais jovem. Desse modo, considerando a preocupação com a aparência nas subjetividades contemporâneas, suas possíveis implicações, o eventual aumento dos níveis de insatisfação corporal, bem como a amplitude deste fenômeno, surgiu a necessidade de se investigar e compreender o cenário de busca pelo corpo perfeito, a partir do encontro interdisciplinar entre psicologia da saúde, psicologia social e outras ciências sociais como antropologia, sociologia e estudos culturais, à luz da Teoria da Subjetividade de González Rey, a partir da qual pretendeu-se enfocar a dimensão subjetiva da modificação corporal como parte constitutiva dos processos de subjetivação contemporâneos. Destarte, o objetivo do presente trabalho consistiu em compreender o significado da cirurgia plástica estética para as mulheres que já tenham realizado o procedimento, por meio da metodologia construtivo-interpretativa de González Rey, a partir de instrumentos, tais como: dinâmicas conversacionais e complementos de frase. A pesquisa de campo foi realizada com quatro mulheres na faixa etária entre 22 a 25 anos. A investigação qualitativa ensejou o entendimento a respeito da constituição das diferentes subjetividades femininas provenientes da modificação do corpo, bem como o impacto transformações corporais, tensões e conflitos envolvidos no procedimento da cirurgia plástica. De modo geral, a análise dos relatos evidenciou a cirurgia plástica como técnica de branqueamento, que busca padronizar corpos de acordo com um modelo hegemônico. Ademais, se configura como recurso de construção de feminilidade, além de não se apresentar como solução para problemas de autoestima


Palavras-chave


Cirurgia plástica. Corpolatria. Teoria da subjetividade

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DOI: http://dx.doi.org/10.5102/pic.n1.2015.5418

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