Manifestantes ou criminosos? A legitimação discursiva da tática Black Bloc como organização criminosa no jornalismo de revista

Eduarda Toscani Gindri, Marília Denardin Budó, Caroline Loureiro, Ivanderson Pedroso Leão

Resumo


O presente artigo centra-se no tema da atribuição do status de criminoso aos movimentos e mobilizações sociais, por parte dos meios de comunicação de massa, focando no enquadramento da tática Black Bloc como tipo penal de “organização criminosa”. O trabalho investiga quais são as estratégias discursivas utilizadas pelos meio de comunicação que legitimam a atribuição aos manifestantes adeptos da tática do status de criminoso como integrantes de organizações criminosas. Para isso, partiu-se de uma revisão bibliográfica sobre os conceitos envolvidos, para então analisar os discursos das revistas, impressas e digitais, Veja, Época e Carta Capital sobre o tema. Concluiu-se que há agendamento da tática Black Bloc enquadrada como organização criminosa, porém, os meios de comunicação analisados confundem os tipos penais associativos. Além disso, há a omissão de que o tipo de organização criminosa tem origem para o combate ao crime organizado, preponderantemente em atividades de ordem econômica. Também se constatou que, apesar de ser uma categoria frustrada no âmbito jurídico, a organização criminosa é um tipo penal funcional para a política e para a construção de sentidos sobre criminalidade, reiterando o estereótipo do criminoso.

Palavras-chave


“Análise de Discurso”; “Criminologia crítica”; “Crime Organizado”; “Black Bloc”; “Jornalismo”.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5102/unijus.v27i2.4009

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ISSN 1519-9045 (impresso) - ISSN 1982-8268 (on-line) - e-mail: carolina.abreu@uniceub.br

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